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11 de Junho de 2019

Estados registram valorização do suíno vivo

O forte crescimento das exportações brasileiras de carne suína nos cinco primeiros meses de 2019, da ordem de 20% sobre o mesmo período de 2018, teve reflexos positivos sobre os preços do animal vivo. Dos oito estados consultados pela Suinocultura Industrial, sete registraram valorização no quilo do suíno. Em Minas Gerais, o animal vivo chegou a R$ 5,30, enquanto que em São Paulo o preço ficou em R$ 5,22 nesta semana. Os preços dos estados podem ser consultados aqui.

A última reunião entre produtores e frigoríficos mineiros terminou com um avanço de 6% no preço do animal comercializado vivo, conforme a Associação dos Suinocultores do Estado de Minas Gerais (Asemg). O valor era R$ 5 até a semana passada, mas chegou a R$ 5,30 agora.

No território paulista, o preço do quilo do suíno vivo era R$ 4,80 em 21 de maio. Nesta semana, o valor já havia chegado a R$ 5,22, ou seja, um avanço de 8,75%, conforme a Associação Paulista dos Criadores de Suínos (APCS).

“Os preços do suíno vivo no estado de São Paulo vem sofrendo nas últimas quatro semanas consecutivamente um realinhamento de preços, motivados pelo crescimento no volume e no valor nas exportações pago pelo mercado internacional”, conta o presidente da APCS, Waldomiro Ferreira Júnior.

Segundo ele, o mercado no momento sofre uma redução na oferta em relação à demanda por suíno vivo em todos os estados da federação. Os preços no momento tiram o produtor do “vermelho” em que estava acumulado por 16 meses, diz Ferreira Júnior.

O presidente da APCS calcula que, hoje, a relação com o maior componente no custo de produção, o grão milho, está 1:2,4, ou seja, uma arroba suína compra 2,4 sacas de milho. Para ele, o ideal ainda não foi atingido, que seria uma relação de troca de uma arroba do animal por três sacas de milho.

“Portanto, pela expectativa do setor e em função da redução da oferta e da safra recorde de milho, espera-se uma relação ainda melhor ao produtor de suínos. Nada mais justo, pois, o produtor sofreu muito nos últimos tempos”, avalia Ferreira Júnior.

Nos estados do Sul, que são os principais produtores de carne suína do Brasil, os preços do suíno vivo tiveram valorização, mas ainda não chegaram aos R$ 5. A maior alta foi no Paraná, onde o quilo do animal vendido vivo chegou a R$ 4,80, conforme a Associação Paranaense de Suinocultores (APS). O avanço foi de 10,34% sobre os R$ 4,35 de 21 de maio.

No território gaúcho, o suíno vivo chegou a R$ 4,68, como resultado de uma valorização de 7,59% entre os dias 21 de maio e 6 de junho. As informações são da Associação dos Criadores de Suínos do Rio Grande do Sul (Acsurs).

Já no principal produtor e exportador da proteína, Santa Catarina, o animal vivo chegou a R$ 4,64. O valor é resultado de alta de 5,22%, no comparativo entre 21 de maio e esta semana.

Em Goias, o preço do suíno vivo chegou a R$ 5, de acordo com a Associação Brasileira dos Criadores de Suínos (ABCS), como resultado de valorização de 11,11% ante os R$ 4,50 anteriores. Já no Distrito Federal, o quilo do animal vivo chegou a R$ 4,84. Alta de 6,84% sobre o preço de R$ 4,53 registrado em 21 de maio, conforme números da DF Suin.

No Mato Grosso, o preço médio do suíno vendido vivo permanece em R$ 3,65 desde a primeira quinzena de abril, aponta a ABCS.

Fonte: Suinocultura Industrial

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